segunda-feira, 22 de junho de 2009

O filme acabou.

Após 74 anos no mercado a Kodak anuncia o fim do filme Kodachrome que, nos últimos anos, representava apenas 1% das vendas dos filmes fotograficos da empresa.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/06/22/kodak-vai-tirar-do-mercado-classico-filme-kodachrome-756462382.asp

terça-feira, 9 de junho de 2009

Blog da Petrobras dá xeque mate.

Para evitar distorções e interpretações que tem o claro objetivo de prejudicar o entrevistado (veja um exemplo prático), o Blog da Petrobras dá uma "cartada de mestre" e decide publicar, na íntegra e em primeira mão, todas as perguntas dos jornalistas e as respectivas respostas.

Será que os contrários a esta prática defendem as "respostas em off"?

* Nosso link para os textos do Observatório da Imprensa (09/06) mostra alguns posts que enriquecem essa discussão.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pérolas da Semana


Toda sexta-feira a CBN apresenta as "pérolas da semana" no CBN Sucupira. O programa faz um trabalho de edição, muito bem feito, utilizando as falas de alguns "Odorícos Paraguaçu" que povoam Brasília. O resultado é uma crítica muito bem humorada às (in)posturas desses representantes do povo.

Nesta semana o Ministro do Meio Ambiente,Carlos Minc, bateu de frente com a bancada ruralista no Congresso por causa aprovação da Medida Provisória (MP) 458/09, que regulariza as terras dos "grileiros" na Amazônia Legal, em áreas da União, com até 1,5 mil hectares. Liderada pelos senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR) e Kátia Abreu (DEM /TO), a bancada aprovau a MP que, de acordo com a ex-ministra do Meio Ambiente, ,Marina Silva, " beneficia aqueles que promovem grilagem de terras e colocam prepostos [laranjas] para cuidar dessas áreas. Os grileiros, agora, terão suas terras regularizadas".

No embate travado na mídia os ruralistas mostraram seus argumentos.

Ouçam AQUI.


* Acho válido disponibilizar os contatos dos senadores acima citados para que possamos, através de e-mails, mostrar nossos argumentos.

Eis:

Contatos da senadora Kátia Abreu (DEM/TO) :
Ala Senador Teotônio Vilela, Gab. 04 Telefones: (61) 3311-2708 - Fax: (61) 3311-2990
E-mail: katia.abreu@senadora.gov.br

Contatos do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB /RR):
Ala Senador Ruy Carneiro, Gabinete 3
Tel.: (61) 3311-4078/3315 - Fax: (61) 3311-1548
E-mail: mozarildo@senador.gov.br

sexta-feira, 22 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

Pessoal,
estão no ar as fotos da caminhada Lapinha Tabuleiro de maio 2009.
Clique neste link para ver as fotos.

Abs,
Rodrigo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A gripe dos porcos e a mentira dos homens ou seria a gripe dos homens e a mentira dos porcos?

Coisas da Política - A gripe dos porcos e a mentira dos homens
Mauro Santayana



O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods. La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado. Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente.

Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.

O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco.

Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.

As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada "ação social". Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.

O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.




JORNAL DO BRASIL Sexta-feira, 01 de Maio de 2009 - 00:00